quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pamonhas de Piracicaba

pamonha2
Pamonha é um quitute feito de milho típico da comida caipira. Seu excelente sabor é muito popular em São Paulo, onde é comumente associada à cidade de Piracicaba, porém muito consumida em todo o interior do estado, onde nos primórdios era feita na folha de caetê e também consumido em várias regiões do Brasil. Também é muito popular em todo o Estado de Goiás.
O milho verde é ralado e à massa resultante é misturado leite e sal ou açúcar. Esta massa é colocada em "recipientes" feitos com a própria casca do milho que também serve como tampa. As pamonhas são submetidas a cozimento e sua massa alcança uma consistência firme e macia.
O nome "pamonha" vem da palavra tupi pa'muña, que significa "pegajoso".
Em "O dialeto caipira", de Amadeu Amaral, há a referência tanto à pamonha como ao curau.
Piracicaba se tornou famosa por sua grande produção de pamonhas e pelo marketing das "pamonhas de Piracicaba" nos anos 60 e 70 quando a familia Rodrigues fabricava mais de 5.000 pamonhas diariamente para serem distribuidas por todo o estado de São Paulo. Se tornaria nacionalmente conhecidas as chamadas dos auto-falentes dos vendedores "Pamonhas, pamonhas de Piracicaba é o puro creme do milho, venha provar minha senhora...".
As famosas pamonhas de Piracicaba já são parte da cultura popular brasileira e atualmente existem projetos para exportar a pamonha para outros países.
A familia Rodrigues começou a fabricar pamonhas de forma caseira e modesta, a receita da familia era diferente das tradicionais pamonhas quadradinhas típicas de Minas Gerais. Sem adição de outros produtos o creme de milho era adoçado com açucar cristal e cozido em uma embalagem inovadora custurada com a própria palha do milho . A produção começou a crescer e Dona Vasti Rodrigues abriu a primeira fábrica de pamonhas de Piracicaba, seguido por sua irmã Dona Noemi Rodrigues Fonseca que logo se tornaria a mair produtora da pamonhas da época produzindo em média 5.000 pamonhas por dia alem de cural e bolo de milho.
O milho comprado de produtores da região de Piracicaba era de boa qualidade e assim facilitava a produção.
Nos anos 80 a economia brasileira já não ajudava a manter a fábrica funcionando e problemas familiares também levaram ao fechamento da fábrica de Noemi.
Dona Vasti continuou a produzir em menor escala após seu falecimento seus filhos e netos até hoje comercializam o produto.
Pregão das Pamonhas de Piracicaba
Este é o Pregão das Pamonhas de Piracicaba, gravada na década de 1970 na cidade por Dirceu Bigelli, um vendedor de pamonhas que montou uma frota de veículos que vendiam pamonhas pelo estado de São Paulo afora. A gravação foi copiada em fita cassete e difundiu-se por todo o Brasil. Um erro comum é citar a frase "venham experimentar estas delícias" como "venha experimentar, minha senhora, é uma delícia", que não existe na gravação original. As gravações derivadas é que registram esta frase, uma modificação da original.
"Pamonhas, pamonhas, pamonhas
Pamonhas de Piracicaba
É o puro creme do milho verde
Venham experimentar estas delícias
Pamonhas quentinhas, pamonhas caseiras, pamonhas de Piracicaba
Temos curau e pamonha
Vamos chegando, vamos levando
É a deliciosa pamonha de Piracicaba
Pamonhas fresquinhas, pamonhas caseiras
Pamonhas de Piracicaba
Pamonhas, pamonhas, pamonhas"
RECEITA
pamonha
Ingredientes:
- 6 espigas de milho verde com a palha;
- 1/2 xícara de chá de leite,
- 1 colher de sopa de manteiga ou margarina;
- 1 e 1/2 xícara de chá de açúcar.
Modo de Preparo:
Descasque as espigas, reservando as palhas maiores e melhores para fazer os saquinhos das pamonhas. Para isso, faça uma costura aos redor de cada palha dobrada, de preferência à máquina, deixando uma abertura para colocar o recheio. Ponha numa panela o leite e a manteiga e leve ao fogo até que esta derreta. Deixe esfriar. Enquanto isso, retire com uma faca os grãos de milho das espigas, bem rente ao sabugo. Bata-os no liquidificador até obter um crème. Junte essa mistura ao leite reservado, adicione o açúcar e mexa bem. Encha os saquinhos com o crème e amarre as extremidades com um pedaço de palha. Coloque-os numa panela grande, com água fervente, e leve ao fogo até que subam à tona ou até que a palha esteja amarela.

4 comentários:

Lourdes Maria de Freitas disse...

Carina, meus parabéns, pela linda história sobre Piracicaba, tão bem contada.
Belo blog, abraços,
Lourdes Maria.

Na Cozinha da Carina disse...

Oi Lourdes... muito obrigada...
foi bom unir a história da cidade à culinária, que bom que gostou!
abraços
Carina

doris disse...

Oiii Carina vc poderia me dizer se conhece algum luga em Sao Paulo - Tatuape q venda pamonha Grata Doris

regina disse...

Carina, fiquei com água na boca. Mas é preciso chamar a polícia, tem gente aqui em Santos, vendendo pamonhas de Piracicaba Fajutas. Acreditas ? É ruim demais, feita de fubá. Comprei e nem comemos. Um dia vou até tua cidade prá comer pamonhas. bjus