A cozinheira

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Culinária do Brasil - Escravos

A alime110606-5ntação cotidiana na África por volta do século XVI incluía arroz, feijão, milhetos, sorgo e cuscuz. A carne era em sua maior parte da caça abundante de antílopes, gazelas, búfalos, aves, hipopótamos e elefantes. Pescavam pouco, de arpão, rede e arco. Criavam gado ovino, bovino e caprino, mas a carne dos animais de criação era em geral destinada ao sacrifício e trocas; serviam como reserva monetária. Preparavam os alimentos, assando, tostando ou cozendo-o e para temperar a comida tinham apreço pelas pimentas, mas também utilizavam molhos de óleos vegetais, como o azeite-de-dendê que acompanhavam a maioria dos alimentos.
O escravo era apresentado aos gêneros brasileiros antes mesmo de deixar a África, recebendo uma ração de feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e peixes para a travessia. A base da alimentação escrava não variava de acordo com a função que fosse exercer, quer fosse nos engenhos, nas minas ou na venda. Essa base era a farinha de mandioca. Ela variava mais em função de seu trabalho ser urbano ou rural e de seu proprietário ser rico ou pobre. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; nas pobres era de farinha, laranjas e bananas. Nas cidades, a venda de alguns pratos poderiaq_fazemos_culinaria melhorar a alimentação do escravo através dos recursos extras conseguidos, mas eles não tinham a liberdade de plantar os produtos da terra para consumo em pedaço cedido pelo senhor como os escravos do campo. Os temperos usados eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. Este último tem sua origem nas Índias e seria usado na costa leste da África já no século XVI, sendo trazido para o Brasil aonde é utilizado para regar peixes, mariscos, o arroz-de-coco, o cuscuz, o mungunzá e ainda diversos outras iguarias.
Prato apreciado no Brasil atualmente, o cuscuz era conhecido em Portugal e na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Surgido no norte da África, entre os berberes, ele podia ser feito de arroz, sorgo, milhetos ou farinha de trigo e consumido com frutos do mar. Com o transporte do milho da América ele passou a ser feito principalmente deste. No Brasil é por regra, consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes.
Fonte: Wikipédia

Culinária do Brasil - Indígena

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A alimentação indígena tinha como alicerce a mandioca, na forma de farinha e de beijus, também das frutas, pescado, caça, milho, batata e pirões e, com a chegada dos portugueses, do inhame trazido da África.
Todos os povos indígenas conheciam o fogo e o utilizavam tanto para o aquecimento e a realização de rituais quanto para preparar os alimentos. As principais formas de preparo da carne eram assá-la em uma panela de barro sobre três pedras (trempe), em um forno subterrâneo (biaribi), espetá-la em gravetos pontudos e colocá-la para assar ao fogo — de onde teria vindo o churrasco do Rio Grande do Sul — colocá-la sobre uma armação de madeira até ficar seca para que assim pudesse ser conservada (moquém) ou algumas vezes cozê-la. No biaribiri colocavam uma camada de folhas grandes em um buraco e sobre elas a carne a ser assada e sobre essa carne ainda, uma camada de folhas e outra de terra, acendendo sobre tudo um fogueira de onde teria surgido o modo de preparar o barreado do Paraná. Por vezes a carne cozida servia para o preparo de pirões, mistura de farinha de mandioca, água e caldo de carnes. Havia duas formas de prepará-lo, cozido ou escaldado. Na primeira, o caldo é misturado com a farinha aos poucos e mexido até ganhar consistência adequada, na segunda, simplesmente misturam-se os dois, resultando em um pirão mais mole.
Ao lado da farinha e do beiju, a caça era outra das principais fontes de alimento. As principais carnes eram as de mamíferos como o porco-do-mato, o queixada, o caititu, a paca, o veado, macacos e a anta, que servia a comparações com o boi, a anta estrangeira. Eram preparadas com pele e vísceras, o pêlo queimado pelo fogo e os miúdos, órgãos internos, depois retirados e repartidos.
A pesca, de peixes, moluscos e crustáceos, era realizada com arco a pequenas distâncias, sem haver uma espécie mais apreciada que outras. Os maiores eram assados ou moqueados e os menores cozidos sendo o caldo utilizado para fazer pirão. Por vezes, secavam os peixes e socavam-nos até fazer uma farinha que podia ser transportada durante viagens e caçadas. A paçoca era produzida da mesma maneira, pilando-se a carne com a farinha de mandioca, alimento posteriormente adaptado com castanhas de caju, amendoins e açúcar no lugar da carne e transformado em um doce.
Para temperar o alimento usavam a pimenta ou uma mistura de pimenta e sal pilada chamada ionquet, inquitaia, juquitaia, ijuqui. Sempre era colocado após o preparo e mesmo comido junto com o alimento, colocando-se um naco de comida na boca e em seguida o tempero. O sal era obtido a partir de difíceis processos de secagem da água do mar, em salinas naturais — sal mineral — ou a partir da cinza de vegetais.
Entre os alimentos líquidos indígenas encontra-se a origecuscuz_grm do tacacá, do tucupi, da canjica e da pamonha. O primeiro surge a partir do sumo da mandioca cozida, chamado manipueira, misturado com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta e sal e o segundo a partir da fervura mais demorada do mesmo sumo. A canjica era uma pasta de milho puro até receber o leite, o açúcar e a canela dos portugueses ganhando adaptações de acordo com o preparo, como o mungunzá, nome africano para o milho cozido com leite, e o curau, feito com milho mais grosso. A pamonha era um bolo mais grosso de milho ou arroz envolvido em folhas de bananeira. Fabricavam também bebidas alucinógenas para reuniões sociais ou religiosas como a jurema no Nordeste. Com seus ingredientes e técnicas a culinária indígena formaria a base da culinária brasileira e daria sua autenticidade com a mandioca sendo o ingrediente nacional, pois incluído na maioria dos pratos.
Fonte: Wikipédia

Culinária do Brasil - História

A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos. Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso. Os escravos trazidos ao Brasil desde fins do século XVI, somaram à culinária nacional elementos como o azeite-de-dendê e o cuscuz. As levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceu o consumo de diversos ingredientes.biju
As bebidas destiladas foram trazidas pelos portugueses ou, como a cachaça, fabricadas na terra. O vinho é também muito consumido, por vezes somado à água e açúcar, na conhecida sangria. A cerveja por sua vez começou a ser consumida em fins do século XVIII e é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns.
História
No período colonial os portugueses assimilaram os ingredientes dos nativos da África, Ásia e América para sobreviver em terras estranhas, mas também por curiosidade. No Brasil a produção interna de alimentos era limitada, pois a economia estava toda voltada para a exportação.
A culinária colonial constituinte das bases culinárias do país pode ser dividida em quatro correntes: a do litoral açucareiro; a do norte; a dos Bandeirantes que partiam de Vila de São Paulo do Piratininga; e a quarta, da pecuária.
No norte, os habitantes dependiam mais dos conhecimentos indígenas para sobreviver e para a coleta das drogas do sertão e, por isso, sua alimentação incluía pratos e ingredientes exóticos como a carne de peixes como o pirarucu, a carne de jacarés, tartarugas — além de seus ovos — e do peixe-boi do qual se fazia também a manteiga, e frutas.
Como o terreno próximo a Vila de São Paulo do Piratininga era inadequado ao cultivo da cana de açúcar, a economia voltou-se para o interior, para a procura de ouro, pedras preciosas e apresamento dos indígenas e, por isso, puderam desenvolver-se lavouras de subsistência. O sistema de plantação dos tupis — aonde se cultivam pequenas áreas estratégicas — foi aproveitado pelos viajantes: plantava-se uma área para que houvesse alimento na viagem de volta. A própria história influenciou a culinária de cada região.
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Lanchão de Sábado

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Ingredientes: - 1 pacote de pão de forma
Recheio:
- 500g de peito de frango
- 1 cebola picadinha
- 2 dentes de alho
- 2 tomates picadinhos
- azeitona verde sem caroço
- 1 lata de milho verde
- salsinha picadinha a gosto
- 200g de queijo cremoso
- 1 colher (sopa) de caldo de frango
- 100ml de leite
- 1 colher (sopa) de amido de milho
- 300g de queijo mussarela fatiada
- 300g de presunto fatiado
Modo de preparo: Em uma forma untada com manteiga coloque as camadas de pão e reserve.
Recheio: em uma panela aquecida coloque a cebola e o alho para fritar em um fio de azeite. Em seguida coloque o frango e doure bem.
Acrescente o restante dos ingredientes e deixe que engrosse um pouco. Na camada de pão coloque esse recheio junto com a mussarela e o presunto e leve para gratinar em forno pré-aquecido por 10 minutos.
Dicas-> Pastel crocante de forno:
Use o mesmo recheio do lanchão, apenas substitua o pão de forma pela massa de pastel. Recheie, depois enrole e passe por cima maionese. Leve para assar e só retire quando a massa estiver corada.
Coloquei tomates em rodelas por cima!!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Macarrão em Camadas

macarrão-em-camadas
Ingredientes:
- 500gr de macarrão cozido de sua preferência
Molho de frango:
- 2 peitos de frango picados em cubinhos
- 1 xícara de cebola picadinha
- 2 dentes de alho amassados
- 6 tomates bem picados
- ervas de sua preferência
- 1 caldo de galinha
- pimenta / orégano
Molho de espinafre:
- 1 maço de espinafre cozido e picadinho
- 1 xícara de cebola picadinha
- 1 dente de alho
- 1 copo de requeijão
- sal e pimenta a gosto
Molho de berinjela:
- 2 beringelas picadas em cubinhos
- 1 cebola
- azeite
- sal
Modo de Preparo: Recheio de frango:
Frite o frango em cubos numa panela com azeite, junte a cebola, o alho, ervas, deixe fritar. Junte os tomates picados, o caldo de galinha e os temperos e deixe murchar, se precisar pingar água aos poucos, até formar um molho. Reserve.
Recheio de espinafre:
Refogue o espinafre com a cebola, o alho e temperos. Junte o requeijão. Reserve.
Recheio de berinjela:
Frite os temperos, junte e berinjela e deixe murchar, se necessário colocar água aos poucos.
Montagem:
Num refratário alto, coloque um parte do macarrão, depois o recheio de frango, outra parte do macarrão, o recheio de berinjela, outra parte do macarrão e o recheio de espinafre. Polvilhe queijo ralado e leve ao forno para gratinar.
Este prato fica uma delícia, rende bastante... é ótimo para um almoço em família!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Aniversário de Piracicaba - 241 anos

Amanhã, dia 1º de agosto é aniversário de Piracicaba, minha cidade. E como aqui é cheio de comidas típicas, "causos" e rica em Hitórias, vou postar um pouco sobre a cidade, e algumas receitas mais famosas.
História
rio O nome da cidade vem do tupi-guarani, significado "lugar onde o peixe pára". É uma referência às grandiosas quedas do rio Piracicaba que bloqueiam a piracema dos peixes.
Em 1766, o capitão-general de São Paulo, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, encarregou Antônio Corrêa Barbosa de fundar uma povoação na foz do rio Piracicaba. No entanto, o capitão povoador optou pelo local onde já se haviam fixados alguns posseiros e onde habitavam os índios Paiaguás, à margem direita do salto, a 90 quilômetros da foz, no lugar mais apropriado da região. A povoação seria ponto de apoio às embarcações que desciam o rio Tiête e daria retaguarda ao abastecimento do forte de Iguatemi, fronteiriço do território do Paraguai.
Oficialmente, o povoado de Piracicaba, termo da Vila de Itu, foi fundado em 1º de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Em 1774, a povoação constitui-se freguesia, com uma população estimada em 230 habitantes, desvinculando-se de Itu em 21 de junho.
Em 1784, Piracicaba foi transferida para a margem esquerda do rio, logo abaixo do salto, onde os terrenos melhores favoreciam sua expansão. A fertilidade da terra atraiu muitos fazendeiros, ocasionando a disputa de terras. Em 29 de novembro de 1821, Piracicaba foi elevada à categoria de vila, tomando o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à promulgação da Constituição Portuguesa, ocorrida naquele ano.
A partir de 1836, houve um importante período de expansão. Não havia lote de terra desocupado e predominavam as pequenas propriedades. Além da cultura do café, os campos eram cobertos pelas plantações de arroz, feijão e milho, de algodão e fumo, mais pastagens para criação de gado. Piracicaba era um respeitado centro abastecedor.
Em 24 de abril de 1856, Vila Nova da Constituição foi elevada à categoria de cidade. Em 1877, por petição do então vereador Prudente de Moraes, mais tarde primeiro presidente civil do Brasil, o nome da cidade foi oficialmente mudado para Piracicaba, "o mais certo, o correto e como era conhecida popularmente".
Os produtos listados abaixo podem ser encontrados nos bares e restaurantes, ao longo da Rua do Porto, em trailler´s, barracas distribuídas pela cidade, alambiques, festas típicas. É bom salientar que a produção do vinho de laranja e uva e a cachaça são confeccionados artesanalmente pela comunidade trentina dos bairros de Santana e Santa Olímpia.
SALGADOSDOCESBEBIDAS
Churrasco de peixe
Bolinho de peixe
Cuscuz de peixe
Peixe frito
Piapara no tambor
Pintado na Brasa
Pamonha
Curau
Rapadura
Melado
Mel
Caldo de cana
Cachaça
Vinho de laranja
Vinho de uva
cachaça
A seguir, colocarei três receitas famosas da cidade: "Pintado na brasa do Mirante", "Piapara no tambor" e "Pamonha".

Pintado na Brasa do Mirante

pintado na brasa
Ingredientes:
  • - Cubos médios de lombo de pintado, sem pele
  • - Alho bem triturado
  • - Óleo e azeite de oliva normal
  • - Vinagre branco
  • - Sal
Modo de Preparo:Passe um pouco de alho e uma mistura de óleo com azeite em todos os lados dos cubos da carne e disponha-os em espetos, espetando no sentido perpendicular às fibras para que não se desprendam. Na churrasqueira, acenda um braseiro forte e coloque os espetos a uma altura de 40 cm. Deixe assar, virando de vez em quando, mas não por muito tempo. Quando o peixe estiver macio, faça pequenos cortes nos cubos com uma faca afiada e coloque passe uma mistura de sal, pimenta-do-reino, vinagre e água. Volte os espetos à churrasqueira, agora a uns 20 cm acima do braseiro, apenas para secar último tempero. Sirva com arroz à grega e maionese de legumes.

Piapara no Tambor da Rua do Porto

piapara-no-tambor-2
Ingredientes:
- 1 piapara de aproximadamente 2 Kg aberta em duas partes
- suco de 2 limões
- 4 dentes de alho amassado
- sal, pimenta, alecrim a gosto
- azeite
- 100gr de alcaparras
Modo de Preparo:Tempere os dois lados da piapara com o alho, limão, sal, pimenta, alecrim e deixe marinando por umas 2 horas (se possível).
Coloque as partes da piapara sobre a grelha com a pele para baixo e deixe assando até ficar bem macia. Durante o preparo, vire algumas veses e regue com o tempero que sobrou da piapara.
Quando estiver quase pronta, salpique as alcaparras misturas com um pouco de azeite por cima e deixe terminar de assar.
Sirva com arroz branco e salada.
* Pode ser feita no forno convencional. Durante os primeiros 30 minutos envolver em papel alumínio.